Atitude Mental #1: Você é o Protagonista da Sua Vida

Você é o roteirista, o autor e o ator principal da sua própria vida.

por Claudio

O Poder Pessoal e a Atitude Mental

Olá querido leitor, a partir de hoje vamos começar uma série de cinco artigos chamados de “ATITUDE MENTAL”, esses artigos são baseados sobre a obra e aulas do treinamento de mesmo nome do mestre Jacob Petry.

Desde o início da nossa jornada, temos enfatizado que o sucesso e os resultados que colhemos na vida são diretamente proporcionais ao nosso nível de poder pessoal. Mas o que exatamente é esse poder? Ele é a soma de duas forças essenciais: a aptidão e a atitude.

A aptidão refere-se ao que sabemos fazer, às nossas habilidades e conhecimentos. É o domínio técnico, a capacidade de executar tarefas. No entanto, a aptidão, por si só, não garante o sucesso. É aqui que entra a atitude mental – o nosso modo de pensar, a forma como percebemos a nós mesmos e o mundo ao nosso redor.

Os Três Propósitos da Vida: Ser, Fazer e Alinhar

Para compreendermos a atitude mental em sua plenitude, é vital revisitarmos os três propósitos que regem nossa existência:

  1. Propósito Primário (Ser): Este é o propósito vertical, o mergulho para dentro. Refere-se a quem você é, à sua essência. É o autoconhecimento profundo, a compreensão da sua verdadeira identidade. Muitas vezes, temos uma percepção distorcida de quem somos, e é nesse propósito que buscamos a clareza.
  2. Propósito Secundário (Fazer): Este propósito está ligado à ação, ao que você traz para o mundo. É a manifestação externa do seu ser. O fazer é o resultado do seu mergulho interno, a aplicação prática do seu conhecimento e da sua essência.
  3. Propósito Supremo (Alinhamento): O propósito supremo é a harmonização perfeita entre o ser e o fazer. É quando sua essência se alinha com suas ações, criando uma vida de propósito e significado. É a busca pela integridade, onde o que você é e o que você faz estão em perfeita sintonia.

Embora o propósito primário seja mais complexo e profundo, e seja explorado em contextos mais avançados, aqui focamos no fazer – o propósito secundário. No entanto, é crucial entender que um fazer desvinculado do ser pode levar a resultados superficiais. O verdadeiro crescimento acontece quando há um equilíbrio entre ambos.

Você é o Protagonista, Sempre!

A primeira e mais sutil atitude mental que precisamos internalizar é a de que você está no comando da sua vida. Parece simples, não é? Mas a maioria das pessoas não vive de acordo com essa verdade. Há uma frase popular que diz: “Seja o protagonista da sua vida”. Mas, na verdade, você já é o protagonista, inevitavelmente.

Um protagonista é quem desempenha o papel principal. Em qualquer história, seja ela de terror, sofrimento ou vitimização, você é o personagem central. Se sua vida parece um caos, você é o protagonista desse caos. Se você se sente uma vítima, você está protagonizando o papel de vítima. A questão não é se você é o protagonista, mas que tipo de protagonista você escolhe ser.

Você é o roteirista, o autor e o ator principal da sua própria vida. Não importa a sua situação atual, você escreve o roteiro e o vive. Negar essa responsabilidade é viver uma ilusão. Se você acredita que outra pessoa está escrevendo seu roteiro, ou que você está vivendo o script de outra pessoa, você terá problemas. Essa é a atitude mental que precisa mudar.

atitude mental

A Responsabilidade como Liberdade

Assumir a responsabilidade pelos seus resultados, tanto os sucessos quanto os problemas, pode parecer assustador à primeira vista. Se você está vivendo um “inferno”, é você quem o está criando. Mas essa percepção, longe de ser desesperadora, é libertadora. Por quê? Porque se você é o responsável, você também tem o poder de agir sobre o caos, de transformar o inferno.

Quando culpamos os pais, o sistema, o governo, a genética ou o passado, nos tornamos prisioneiros dessas culpas. Isso, sim, é depressivo: não ter o poder de agir sobre a situação. A atitude mental de assumir a responsabilidade é o que nos dá o poder de mudar. Como disse o filósofo Jean-Paul Sartre: “Nós somos condenados a ser livres.” Isso significa que somos condenados a escolher, e essa escolha é a nossa liberdade.

Você nunca é uma vítima. Você nunca está sem controle. Você é condenado a ser livre. Fingir que não é assim é não ser autêntico, e a inautenticidade leva ao desmoronamento interno. A grande pergunta a se fazer é: “Se eu não sou o responsável, quem é?” Se você não assume a responsabilidade, você se coloca no papel de vítima, e ser vítima é uma escolha.

O Jogo da Culpa e a Atitude Mental

Quando você se coloca no papel de vítima, a primeira coisa que faz é culpar alguém. Entra-se no “jogo da culpa”, que é sutil e perigoso. Culpar os resultados do seu casamento nos seus avós, ou sua postura diante da vida nos seus pais, torna-se um hábito horrível. Você atribui suas escolhas e sua atitude mental a antepassados ou a eventos passados. Mas, mesmo que coisas horríveis tenham acontecido no seu passado, é sua responsabilidade lidar com isso e eliminar essa identificação. Você não é o seu passado, mas ele pode influenciar sua vida se você permitir.

O jogo da culpa não se limita a culpar os outros; muitas vezes, culpamos a nós mesmos ou às circunstâncias. Mas a atitude mental número um é chamar a responsabilidade para si. É lidar com tudo isso, ter uma postura ativa. Se você não fizer isso, estará promovendo um protagonismo em sua vida que talvez não queira.

Quando você pensa que outra pessoa é responsável pelos resultados em sua vida, essa pessoa se torna o alvo da sua culpa. E se você culpa alguém, obviamente não fará nada para sair da situação. Seja vítima do passado, da educação, da economia, do governo, do chefe, do marido, da esposa, ou até mesmo de Deus – todas essas são formas de vitimismo que impedem seu crescimento.

Seus pais não são responsáveis pela maneira como você vive sua vida. Você é uma consciência individual, com o poder de fazer suas próprias escolhas. A influência deles existe, mas o poder de agir e criar sua realidade é seu.

Conclusão: Assuma o Seu Poder

A atitude mental de assumir o protagonismo da sua vida é o primeiro passo para a verdadeira prosperidade. É reconhecer que, consciente ou inconscientemente, tudo se trata de você. Você protagoniza todos os eventos da sua vida. Mesmo diante de adversidades, como um acidente, você é responsável pela resposta que dará a essa situação.

Não há como não ser o protagonista da sua vida. A questão é: qual papel você está desempenhando? O da vítima ou o do criador? A escolha é sua. Assuma seu poder, escreva seu roteiro e viva a vida que você realmente deseja. Este é o começo da sua transformação.

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