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A cura da dor da rejeição  

É natural que todo ser humano, como um ser social deseje ser aceito e respeitado em grupos e relacionamentos. E aí que entra a importância do autocuidado para a cura da dor da rejeição. Todos nós estamos constantemente fazendo este tipo de escolha: aceitando, acatando, absorvendo ou rejeitando, afastando, ignorando. Esse movimento é tão natural quanto as relações interpessoais, de modo que os indivíduos sempre criam sua própria identidade por meio da escolha.

A sensação de ser rejeitado é dolorosa e inaceitável, e é muito mais comum do que pensamos. Por diversas vezes, para não sermos rejeitados, “nos vendemos”. Fazemos certas coisas para ganhar a aprovação dos outros, enquanto dentro de nós queremos fazer algo completamente diferente.

Há pouco que podemos fazer para impedir que alguém nos rejeite, porque esse sentimento geralmente vem à outra pessoa quando não fazemos nada.

E, em geral, também não podemos fazer muito para impedir a rejeição, pois muitas vezes tem motivos íntimos que as pessoas muitas vezes negam ou não veem, como aparência, religião, raça, ideologias, etc. Em outras palavras, podemos ser rejeitados por maneiras diversas que não queremos ser rejeitados ou não temos como mudar.

Em algum momento de nossas vidas, todos nós rejeitamos e somos rejeitados simplesmente porque temos o poder de escolha, que é o nosso livre-arbítrio, porém na maior parte das vezes não vemos assim e como resultado, sofremos.

A educação sobre o que fazer caso você se sinta rejeitado é importante para manter a saúde emocional. A dor da rejeição pode ser vista como um tipo de ferida.
É precisamente por isso que é essencial aplicar o conceito de “Primeiros Socorros Emocionais” ao lidar com a ferida da rejeição.

Primeiros Socorros Emocionais

 A ideia por trás dos primeiros socorros emocionais é agir em termos de autocuidado, amor-próprio e bem-estar em resposta à rejeição. Infelizmente, a ideia de Primeiros Socorros Emocionais não é tão comum quanto poderia e deveria ser. As pessoas muitas vezes não sabem que precisam prestar mais atenção à sua saúde emocional.

Ao contrário de quando as pessoas se cortam, e a ferida é limpa e coberta, as pessoas muitas vezes ficam paralisadas demais pela dor para neutralizar os danos emocionais causados pela rejeição.

Precisamos ensinar a nós mesmos e a nossos filhos a maneira adequada de responder a tais dores, pois estas experiências podem levar à depressão ou ansiedade a longo prazo.

Aqui estão algumas dicas para ajudar a confrontar e processar a experiência da dor da rejeição.

Tome um tempo para ouvir a si mesmo quando sentir dor emocional

Quando alguém nos machuca, é fácil se perder e se chocar com a dor. Enquanto o contato inicial da dor tende a paralisar, é também o melhor momento para sentar e estar atento à natureza e à causa da dor. O que levou a sua experiência de rejeição?

Quando compreendemos a dinâmica da dor e sua causa raiz, será mais fácil para nós nos concentrarmos na reconstrução em relação à experiência vivida. Quando nos sentimos emocionalmente esmagados pela rejeição, é muito fácil de generalizar. Isto desencadeia sentimentos de diminuição da autoestima e até mesmo de auto ódio.

Ser capaz de destacar o incidente específico e analisá-lo ajudará a evitar generalizações perigosas e suas consequências. Mais tarde pode ajudar a ver o incidente à luz de outras experiências negativas para procurar padrões comuns ou repetidos, mas não agora.

Respeitar e compreender a experiência da rejeição é importante porque é o caminho para uma resposta objetiva. Se pudermos ver nossa dor emocional de maneira objetiva, podemos recuperar mais rapidamente a sensação de estabilidade emocional.

Uma vez desenvolvido este entendimento objetivo, teremos mais energia para prosseguir para a próxima fase de cura. 

Desenvolva seu pai ou mãe interno

Há momentos em nossas vidas em que estamos sozinhos diante de uma rejeição. Quando nenhum tipo de apoio está à nossa disposição, o que podemos fazer é reanimar nossa “Paternidade Interna”. A parentalidade interna se refere à nossa capacidade interna e tendência de proporcionar cuidados semelhantes aos que nossa mãe ideal ou pai ideal cuidaria de nós.

Desenvolver esta orientação é muito útil porque nos ajuda a sintonizar com nossa capacidade de nos nutrir e desenvolver uma maior maturidade emocional, o que é essencial para lidar com a rejeição futura.

Perdoe

Dependendo da transgressão, isto leva tempo. Entretanto, quando perdoamos as pessoas que nos feriram, estamos fechando o antigo capítulo atrás, e estamos nos preparando para começar de novo e tentar novamente na vida.

Aprenda a desafiar os pensamentos negativos de uma maneira positiva

Depois de entender a natureza da rejeição e por que o evento aconteceu, agora devemos colocar um “curativo psicológico” na ferida causada pela experiência para que ela não afete outros aspectos de nossas vidas. Diante da rejeição, às vezes esquecemos três coisas cruciais que são importantes.

  • A primeira é, sempre há aqueles que nos amam de todo o coração.
  • A segunda é que nem tudo está sob nosso controle.
  • A terceira é que apesar de tudo o que está fora de nosso controle, tudo que está dentro de nós, nós podemos controlar.

Quando alinhamos nossos pensamentos para a verdade de que não estamos sozinhos, que nosso valor não se baseia na opinião de outras pessoas e que temos o poder de moldar nossas vidas e escolhas para melhor, podemos redirecionar nossas energias para seguir em frente.

Podemos então acrescentar a experiência à nossa base de conhecimentos emocionais. Isto constrói resiliência e inteligência emocional e nos ajuda a prevenir e lidar melhor com futuras incidências de rejeição.

Como lidar com o sentimento de rejeição

Há diversos tipos de rejeição que podemos lidar em nossas vidas como rejeição amorosa, rejeição familiar,

É muito difícil determinar se podemos aprender alguma coisa com a rejeição ou se é apenas o resultado de expectativas não atendidas. Mas tudo fica mais claro quando nos tornamos autoconscientes de nossas próprias ações, expectativas e escolhas e de como elas nos afetam e afetam os outros.

De qualquer maneira, se procurarmos entender os motivos da rejeição pode aliviar a nossa dor. Não é quem somos, é o que fazemos. A rejeição não nos define nem guia nossas vidas. Estamos no comando. Podemos repensar nossas escolhas, entender a nós mesmos e aumentar nossa confiança. E entenda que os outros podem não ser capazes de aceitá-los, o problema é deles, não nosso. Para isso, a ajuda terapêutica é nossa melhor companheira.

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